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Channel: arbitragem – bastidores de Copa e Olimpíada

Thiago Silva X Neymar

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Um dos amigos de Neymar confidenciou a interlocutores que o jogador está bem chateado com Thiago Silva.

O zagueiro e capitão da Seleção, pelo menos no jogo contra a Costa Rica, reclamou, depois da partida, que o atacante o xingou por ter devolvido a posse de bola para o adversário num lance de fair play.

No instante do lance o Brasil tinha pressa e ainda empatava com os costarriquenhos.

Para o amigo de Neymar, Thiago Silva quis jogar para a plateia e passar a imagem de um cara equilibrado e do bem, atirando o atacante às feras.

Tite, que já se posicionou a favor do fair play quando Rodrigo Caio, no São Paulo, alertou a arbitragem que ela estava sendo injusta com Jô, do Corinthians, está tendo que aparar as arestas entre Thiago Silva e Neymar na Seleção.

O zagueiro fez questão de chamar Neymar de irmão mais novo, o que irritou ainda mais amigos e parentes do atacante.

O pai de Neymar, além da irritação com Thiago Silva, tem tido problemas em acalmar os amigos do filho, alguns dos quais também revoltados com Galvão Bueno e Casagrande.

A Seleção, em geral, tem gostado muito das transmissões da Globo e de Arnaldo Cezar Coelho, para quem a arbitragem prejudicou feio o Brasil nos dois jogos. Diante de Suíça e depois da Costa Rica.

Mas, depois que Juninho Pernambucano atacou Galvão pelas críticas ao fato de Neymar “atuar” em campo, tentando influenciar a arbitragem simulando aqui e acolá, parceiros do jogador passaram a detonar o narrador global.

O pai de Neymar tenta acalmar os “parceiros” do filho tanto em relação a Thiago Silva quanto em relação a Galvão.

Antes da Copa o pai do atacante já atacara Casagrande, que considera a estrela um cara mimado e com toda razão.

Durante o Mundial Neymar tem provocado a ira de muitos torcedores e jornalistas ao redor do mundo. Pelas simulações, pelo destempero emocional, pelos palavrões e também pelos atos de indisciplina. É um craque? Sim. Mas deveria se preocupar mais em jogar futebol, o que sabe fazer bem, do que em tentar apitar o jogo, o que faz muito mal, aliás.

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O novo Neymar

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Muito bom ver a principal estrela da Seleção Brasileira com uma nova postura em campo. Sem simulações e sem querer apitar o jogo.

Neymar escutou muito Sylvinho, ex-lateral-esquerdo do Corinthians e do Barcelona e auxiliar de Tite na Seleção, e conseguiu mudar de comportamento diante da Sérvia, 2 a 0 que classificaram o Brasil para as oitavas de final.

Tite e o pai do jogador também conversaram bastante com o atleta, que vinha muito incomodado com os comentários nas redes sociais sobre o cai-cai que marcou suas atuações nos dois primeiros jogos do Brasil na Copa e resolveu mudar. E mudou. Pelo menos hoje.

Diante da Sérvia, teve boa participação, dando assistência para o gol de Thiago Silva e fazendo as pazes com o zagueiro, que o criticara após a vitória diante da Costa Rica. Por Neymar ter condenado o fair play do companheiro naquela partida.

Não foi um grande futebol o apresentado pelos brasileiros contra a Sérvia? Não. Mas quem tem jogado muito em todos os jogos nessa Copa, tirando Inglaterra e Bélgica, que pegaram duas seleções fracas até aqui, e a Croácia, que mandou bem em toda a fase de grupos? O México, que hoje levou de três da Suécia? A Espanha, que sofreu diante do Marrocos? A Argentina, que se classificou no sufoco e até aqui é um caos total? A Alemanha, humilhada pelos sul-coreanos? O Uruguai, que apesar dos 100% de aproveitamento teve dificuldades diante de Egito e Arábia Saudita? Portugal, que tem sido Cristiano Ronaldo mais dez?

Enfim, uma Copa muito interessante na fase de grupos, tirando França e Dinamarca, que fizeram um papelão no empate por 0 a 0, resultado que era bom para as duas, e simplesmente não entraram em campo? Lembrando um empate de Alemanha e Áustria, muitas Copas atrás, num típico jogo de compadres?

De interessante, além da mudança de Neymar, a postura de Galvão Bueno, que tinha descontentado os parceiros do atacante e Juninho Pernambucano ao comentar a atuação do jogador diante de Costa Rica. Desde o início evitou criticar o atacante, mesmo quando Casagrande observou, e observou bem, que, na reunião dos jogadores antes da entrada em campo, Neymar, o último a aparecer, não estava presente. Talvez esteja selada aí a paz dos amigos de Neymar com Galvão Bueno.

E que venha o México segunda. Como diz Galvão, haja coração! Porque futebol, aquele futebol vistoso, digo, ainda estamos devendo. Ou não?

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VAR no Brasileirão?

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E não é que a direção da CBF parece ter se rendido ao vídeo de árbitro?

O pessoal que comanda a confederação, entre eles o atual presidente, coronel Nunes, seu sucessor, Rogério Caboclo, e Fernando Sarney, um dos vices da entidade e sim, filho de José Sarney, o próprio, acha que o VAR veio para ficar e que será difícil, depois do Mundial, o torcedor se acostumar a ver jogos sem o tal do vídeo de árbitro.

A ideia é, depois do Mundial, fazer um estudo detalhado sobre como implementar pelo menos na Série A do Brasileirão, quiçá na B, a nova tecnologia já para o ano que vem.

Vale lembrar que os clubes da Série A foram contra o uso do VAR no Brasileirão, entre eles o Corinthians, boa parte dos quais, no entanto, preocupada com a questão da grana. E de quem pagaria a conta. Os clubes não querem arcar com ela, não.

A CBF, no entanto, mudou de postura e já cogita bancar os gastos com a nova tecnologia, como acontece em algumas ligas europeias, caso de Portugal e Alemanha.

O problema, no entanto, é que vários campeonatos não têm como pagar os gastos com o VAR, só os de elite mesmo. Para a Série C e a D, por exemplo, talvez mesmo para a B, não dá, diz a CBF.

Com o VAR os estádios precisam de várias câmeras, uma ótima ilha de edição e uma equipe de arbitragem externa também.

A tecnologia, claro, não elimina o erro e depende muito da interpretação do árbitro, que é humano. E o futebol não é uma ciência exata e nunca vai ser. Mas que diminui a margem de erro sem dúvida diminui.

Uma polêmica, enfim, que veio para ficar. Depois da Rússia e do VAR o futebol nunca mais será o mesmo. Será?

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Seleção e redes sociais

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Não houve nenhuma ordem da comissão técnica, mas alguns jogadores da Seleção, em especial Neymar, claro, mas também Thiago Silva, que foi muito bem contra a Sérvia, vale lembrar, foram aconselhados a se manterem um pouco mais distantes das redes sociais.

Os memes e as brincadeiras, muitas de mau gosto, sobre o início de Copa do Brasil e o cai-cai nos dois primeiros jogos da principal estrela da Seleção deixaram alguns do grupo aborrecidos e outros bem irritados.

Tanto que Neymar retrucou, via rede social, dizendo que falar até papagaio fala, o que muitos viram como ataque a Galvão Bueno, que o criticou por ter feito muita encenação em pênalti não marcado contra a Costa Rica e que, para Arnaldo Cezar Coelho, tinha sido penalidade, sim. Mas, como Neymar encenou demais, o árbitro teria se equivocado, ainda segundo Arnaldo, e acabou não marcando a penalidade.

No último jogo Neymar mandou bem, não reclamou da arbitragem e parou de se jogar.

Mas as críticas que os dois primeiros jogos provocaram na imprensa brasileira e mundial abalaram alguns jogadores, que estão tentando focar apenas na Copa e deixar os comentários e as redes sociais de lado. No que fazem, diga-se de passagem, muito bem. Inclusive porque “haters” não faltam e, como vivemos entre o céu e o inferno no mundo do futebol e na relação com a Seleção, melhor que se concentrem no México e deixem as críticas que não sejam construtivas (e muitas não são mesmo) de lado.

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Bronca em Osorio

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Foi, no mínimo, extremamente infeliz o técnico da seleção do México, o colombiano Juan Carlos Osorio.

Culpar a arbitragem e focar toda sua artilharia nas simulações de Neymar para justificar o fiasco que foram os mexicanos no segundo tempo de ontem não era a melhor atitude a tomar.

Foi feio, Osorio, muito feio. Tão feio que depois do jogo o treinador recebeu uma reprimenda de um dirigente da Federação Mexicana de Futebol, que achou que os mexicanos erraram a estratégia na etapa final, sendo surpreendidos pelo Brasil, e que ficaram mais preocupados em tentar desestabilizar os rivais do que em jogar futebol.

Osorio está longe de ser um grande treinador. Tem seus altos no mundo esportivo, como a linda atuação do México diante da Alemanha, Alemanha que depois perderia dos sul-coreanos também, não podemos nos esquecer, mas tem seus baixos também. Baixos, aliás, não. Baixíssimos, como a goleada sofrida diante da Suécia e a atuação na fase final de ontem, quando o México deixou a desejar.

Foi um atleta dele, Osorio, que deu um pisão maldoso em Neymar, Neymar exagerou na reação? A meu ver, sim, mas pior atitude foi a do mexicano, abençoado depois pelo treinador colombiano e que já treinou (e mal) o São Paulo. E que, pelo jeito, não condena a violência no esporte.

Sim, Osorio perdeu grande chance de ficar calado. E Neymar? Fez sua melhor partida na Copa, atuação muito boa, como muito boas foram as de Thiago Silva, Willian e Gabriel Jesus, que jogou como Tite gosta. Para o time.

Que Neymar tem que parar de simular, como fez nos dois primeiros jogos, um papelão, diga-se de passagem, tem, claro, mas ele mudou de postura diante da Sérvia e também diante do México, quando exagerou, a meu ver, em apenas um lance. Mas que recebeu pisão, recebeu.

Que os belgas entrem com outra postura diante do Brasil, mais preocupados em jogar bola, o que sabem fazer bem, aliás, do que em desequilibrar os brasileiros. E que as duas seleções façam um belo jogo. E, claro, que Neymar também fica focado só no em fazer o que sabe. Que não é apitar os jogos.

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O nome da Copa

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Neymar, sem dúvida, está sendo o nome da Copa da Rússia.

Pela evolução de seu futebol durante a competição, por estar nas quartas de final enquanto Messi e Cristiano Ronaldo já deram adeus, mas principalmente pela polêmica mundial em relação às simulações.

O cai-cai, que era um assunto que cercava Neymar desde os tempos de Santos e condenado até por Tite na época, quando o treinador dirigia o Corinthians, tem dado muito o que falar e seguirá assim até o final. Ou até que se encerre a participação brasileira, esperemos que no próximo dia 15, disputando a decisão em Moscou.

Se até quem defende Neymar e o considera um craque que de fato ele é está preocupado com o cai-cai do jogador ele deveria ouvir as críticas. Construtivas. E pelo jeito ouviu contra a Sérvia e também contra o México, apesar da polêmica do lance do pisão. Neymar foi teatral demais naquele lance? Sim, foi. Mas e quem deu o pisão? O mexicano Miguel Layún foi covarde ao pisar no brasileiro, no mínimo um amarelo deveria ter recebido, embora tenha recebido o apoio de Juan Carlos Osorio. Osorio, aliás, que mais uma vez mandou mal numa competição e viu o México eliminado nas oitavas de final. Como quase sempre acontece.

A imprensa inglesa segue criticando Neymar, parte da norte-americana também, os dinamarqueses, já eliminados, idem.

Muitos acham sinal de malandragem, o tal jeitinho brasileiro de querer levar vantagem em tudo, a repercussão que Neymar tem causado é mundial e, segundo jornalistas que cobrem a Fifa, acaba influenciando negativamente a arbitragem. Vão na linha de Galvão Bueno no jogo contra a Costa Rica, lembram? O narrador acha que um pênalti só não foi marcado em Neymar porque o atacante exagerou na queda. E talvez seja mesmo.

Neymar está marcado pela arbitragem. Mas não é o único que gosta de simular? O que fizeram os ingleses contra a Colômbia ontem? E o que foi aquele árbitro que deixou os dois times apitarem o jogo? É só Neymar que simula? É só Neymar que quer mandar na arbitragem? Pelo jeito não. Mas o alvo certamente é ele. Que tem sido caçado em campo. Pelo menos foi na fase de grupos e também contra o México. Mas que pode mudar o comportamento ele pode. E deve. Porque não é só quem torce contra que tem reclamado das simulações. Quem torce a favor também. Joga bola, Neymar, porque isso você faz e faz extremamente bem.

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Os belgas mereceram

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Não faltou força de vontade do lado do Brasil, mas os belgas mereceram vencer.

Faltou futebol à Seleção. Faltou estratégia. E faltou cabeça no lugar. Para a Bélgica não. Ela jogou com inteligência, explorou os erros dos brasileiros e avançou com méritos às semifinais.

Perdemos para um time muito bom, mas um time vencível, que por pouco não perdeu para o Japão nas oitavas, temos de lembrar. Por muito, muito pouco.

Não adianta agora reclamar do VAR, o arbitro de vídeo, muito menos do juiz em campo. Temos de reconhecer que a Seleção poderia ter feito mais, muito mais. E não fez. Que os brasileiros tiveram muito descontrole emocional, que o próprio Tite sentiu o peso de estar numa Copa do Mundo e não foi no evento aquele técnico ou “comandante” que estávamos acostumados a acompanhar.

Não foi uma grande Copa por parte do Brasil? Não, apesar das boas, mas não brilhantes, atuações diante de Sérvia e depois contra os mexicanos. Deixamos muito a desejar contra a Suíça e especialmente contra a Bélgica.

Não tivemos meio-campo no primeiro tempo e nossa defesa foi falha, mas garra, insisto, não faltou. Pelo menos isso tem que ser valorizado.

Que trabalhemos melhor o emocional para o próximo ciclo, algo que não foi feito para a Copa de 2014 nem para agora, pois mais que alguns achassem que tínhamos em Tite um mestre em psicologia. E não era o caso. Isso ficou claro desde a estreia contra a Suíça, quando vimos uma Seleção muito tensa em campo.

Uma Seleção que fez sim, uma boa Copa. Mas nada de excepcional. Tanto que não vai ser lembrada como a de 1982 nem como a de 1986. Nem chorada como as duas.

Perder faz parte. E também ensina. Pensemos nisso. Mas pensemos de verdade. E bola pra frente.

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A mágoa de Neymar

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Um dos amigos de Neymar que esteve na Rússia acompanhando a Seleção diz que ele ficou muito aborrecido com as críticas e o que considera “inveja e perseguição” da imprensa. Não só da brasileira.

Acha que os críticos foram pesados demais e que não respeitaram os problemas que o atleta enfrentou para participar da Copa, além de terem relevado o fato de ter sido caçado em campo em mais de um dos jogos do Brasil.

Neymar saiu com a fama de mascarado e cai-cai, pelas seguidas simulações, mas também foi criticado por não ter dado a cara a bater quando os canarinhos foram eliminados. Fora o futebol que esteve abaixo do esperado.

Incomodaram ainda as críticas de que teve regalias e de fato teve, vide o hotel em que seu pai ficou (o mesmo da Seleção), enquanto os pais de seus companheiros de equipe ficaram mais distantes.

Queimado no Barcelona, pela forma como se transferiu ao Paris Saint-Germain, e também no PSG, onde não é querido por parte do elenco e da torcida também, o atacante não descarta ida ao Real Madrid. Um dos motivos, aliás, para chegar em silêncio ao Brasil, fugindo da imprensa e da torcida e se manifestando, inicialmente, apenas pelo Instagram.

Neymar não fez uma boa Copa. Bem abaixo das expectativas. Como Messi, diga-se de passagem, e também Cristiano Ronaldo, apesar dos três gols do português na estreia contra a Espanha.

E as críticas e lamentavelmente os memes também, pois estamos na era dos memes, fazem parte do jogo.

Neymar tem que aprender a lidar com tudo isso, algo que não conseguiu até aqui. E a Seleção, a ser menos dependente do astro, que jogou a Copa como se fossem ele mais dez em campo. E talvez na cabeça de Tite fossem mesmo porque, apesar do discurso do jogo coletivo, Neymar continua com uma postura muito individualista. Basta ver sua saída do ônibus, entrada em campo, saída do hotel da Seleção… Era sempre o último… E não por superstição. Porque é a estrela. E ele sabe que é.

Apesar de Edu Gaspar ter dito que é difícil ser Neymar, Neymar gosta de ser assim. Gosta de ser Neymar. Mas que paga um preço por isso, paga. E não poderia ser diferente.

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Aprender a perder

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Uma coisa que a Seleção Brasileira não teve na Copa foi elegância na derrota.

E na vida é importante saber ganhar e também saber perder.

Até me mandaram um daqueles discursos chatos do Tite durante o Mundial, numa das muitas campanhas publicitárias de que participou, falando sobre perder e vencer. Como tinha um outro em que fala que somos uma só voz quando somos tudo, menos uma só voz, inclusive em período de Copa. Mas parece que não avisaram o publicitário que o Brasil é um país rachado e rachado há tempos. Que não somos uma só voz e temos que celebrar a diversidade, coisa que muitos não conseguem fazer.

Até agora os jogadores e a comissão técnica não vieram a público dar uma explicação sobre a derrota, que hoje completa oito dias. Nem nossa principal estrela, que se escondeu nas redes sociais, talvez ainda muito abalada porque suas simulações ganharam repercussão mundo afora. E sua imagem pós-Mundial ficou manchada.

Os jogadores foram mimados demais. Colocados numa bolha. E pelo jeito não se prepararam para uma derrota que poderia acontecer, pois é do jogo. Deram as costas para o torcedor brasileiro, como deu as costas a própria comissão técnica. E isso é feio. Perder faz parte. Saber perder, porém, é para poucos.

Aproveito aqui para parabenizar os belgas, que foram mal diante da França, mas hoje se recuperaram contra os ingleses, outra seleção, aliás, que não foi bem no Mundial apesar do quarto lugar. Deu a sensação de escolher grupo no último jogo da primeira fase, depois fez um papelão contra a Colômbia, com simulações aqui e acolá, muita pressão na arbitragem, nada de fair play e nada de fair play também nas semifinais.

E a Copa, ao contrário do que cantavam seus torcedores, não volta pra casa. A não ser que a casa não seja a Inglaterra e pelo jeito não é mesmo. Pelo menos na Rússia, França e Croácia foram muito mais merecedoras. E que vença o melhor amanhã. Num belo jogo, espero. Esperamos, aliás. Belo em emoção. Belo em técnica. Belo em tática. E que aquele que não ganhar saiba, ao contrário do Brasil, perder. Pois essa é uma das muitas lições que o esporte pode e deve passar.

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Os erros do Galo

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Ainda repercute muito em Minas a arbitragem de Péricles Cortez no jogo de domingo, quando o Galo perdeu para o Palmeiras após cobrança de uma falta quase na altura do meio-campo muito contestada pelos mineiros.

O presidente Sérgio Sette Câmara, logo após a partida, chamou o juiz de “vagabundo e ladrão” e disse que a CBF é um lixo.

Mas nem todo mundo pelos lados do Galo gostou da reação do dirigente, muito menos da de alguns jogadores, como Elias e Ricardo Oliveira, e tampouco da do técnico Thiago Larghi.

Para membros da própria diretoria de Sette Câmara o lance foi “duvidoso”, mas não justifica a reação do presidente nem do treinador, que logo após a marcação se descontrolou e começou a gritar “vergonha”, nem a dos jogadores, que em vez de se posicionarem melhor em campo preferiram reclamar do juiz.

Para eles, o técnico quer jogar uma cortina de fumaça para esconder as más atuações do Galo, que falhou muito no sistema defensivo diante do Verdão e já vinha de derrota para o Grêmio no Sul.

Lamentam ainda que, em vez de falar das falhas do Atlético, todos tenham preferido focar no árbitro, como se o time estivesse jogando um bolão.

E acho que têm razão nas reclamações em relação à postura de Sette Câmara, de Thiago Larghi e também de alguns jogadores.

No Brasil muitos continuam mais atentos ao juiz do que ao jogo em si. Mais preocupados em apitar do que em jogar bola.

E Thiago Larghi não vem fazendo um grande trabalho, muito longe disso.

Fora que tivemos que escutar uma série de besteiras, como as proferidas por Elias, que queria o árbitro de vídeo na jogada. Árbitro de vídeo deveria ser usado sim no Brasileiro, a CBF tem condições de pagar para o ano que vem, mas não seria acionado num lance de falta no meio-campo. Ou seja, mesmo se houvesse o VAR nada teria mudado domingo.

Acho que foi falta no lance? Não, acho que não foi e que o juiz errou, mas a interpretação é subjetiva. Tanto que muitos do Galo falaram em falta “duvidosa”.

E se Sette Câmara tinha alguma razão logo a perdeu ao insultar o árbitro e chama-lo de “ladrão” sem prova nenhuma. Ofendeu e perdeu toda a razão. E, se não gosta da CBF e a considera um “lixo”, que tente mudar a estrutura do futebol brasileiro que precisa de muitas melhoras mesmo. E que os dirigentes de clubes brasileiros em geral deixem de falar amém para tudo o que diz Marco Polo Del Nero, aquele mesmo que foi banido do futebol por corrupção, mas continua a atuar nos bastidores. Tanto que fez seu sucessor e o sucessor de seu sucessor na confederação. A madrasta do futebol brasileiro, como muitos gostam de dizer.

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